Foi no último sábado que a ACI "Os amigos de Santar", reavivaram uma tradição há muito esquecida pelos Santarenses. O Ramo da Vindima, voltou a sair ás ruas de Santar, tendo oferecido uma noite cultural a todos os presentes. O Santarense, deixa umas fotos daquilo que foi o dia.
Inicio do desfile
Desfile...
...acompanhado pelo Grupo de Danças e Cantares "Os Santarenses" Entrada na Casa de Santar Entrada no Paço dos Cunhas onde o Rancho ainda deu um pézinho de dança... Fados na noite cultural... E os Viscondes fecharam a Noite...
Costuma-se dizer que dos fracos não reza a história.
Vem a propósito que SANTAR, uma terra cheia de história, pois segundo os dados recolhidos, data dos primórdios da nacionalidade.
Através dos tempos, graças à nossa localização geográfica, com solos agrícolas excepcionais, desde a montanha a toda uma planície, que vai desde Lobelhe até ao Pisão, aqui se concentram os senhores feudais, que ocuparam todos os terrenos férteis, hoje praticamente abandonados, há excepção dos cerca de 200 hectares de vinha ao considerarmos o vinho, o ouro da nossa freguesia.
O turismo ainda em fase embrionária que vai dando passos para ser o turismo de SANTAR.
Mas vamos pela história:
Como é do conhecimento, aqui se concentraram grandes casas senhoriais, fazendo parte do grande património histórico da nossa vila, assim como a ponte romana, o caminho romano, hoje conhecido como o caminho da Abeçada, que foi praticamente destruído, para passagem do saneamento que hoje não funciona e ninguém pediu explicações por esse atentado ao nosso património, inserimos a misericórdia, as capelas, que se encontram em casas privadas, as lagaretas, a monumentalidade do paço, com a sua envolvência hoje recuperado.
Este é o nosso passado histórico, todos os que não dignificam a sua história não têm futuro.
O Futuro:
Nós, SANTARENSES, temos que trocar a reunir esforços pelo futuro. O horizonte desenha-se muito nublado para SANTAR, estamos a assistir de uma forma passiva ao desmantelamento dos meios necessários, para garantir qualidade de vida e vontade de viver na nossa terra.
Vejamos alguns casos concretos, isto passa muito pelo poder político, pois quando chegam a SANTAR, dizem que é a sala de visitas do concelho, mas na realidade nada fazem para seu desenvolvimento.
Começamos pela escola primária, a quando da criação da carta educativa, existia um esboço para a criação de três centros educativos, Nelas. Canas e SANTAR, acontece porem, que por falta de peso político, observamos hoje que não constamos no projecto para a construção desse centro em SANTAR, mas sim em Senhorim, porquê?
Vamos ao posto médico, dentro de dez anos, aproximadamente, vamos ficar sem posto médico, por inerência à farmácia, os correios encontram-se num marasmo sem aproveitamento, o que nos podia servir como posto de turismo.
Creio que no ano de 2004, foi aprovado o programa de aldeias, da qual tenho em minha posse uma cópia, não foram executadas metade dessas obras, para onde foram gastas as verbas de 350.000,00 €, para a conclusão das mesmas!
Já que estamos a falar em projectos de aldeia existem neste momento, 500 Milhões de euros, que é o valor total do investimento público e privado que decorre até 2013, que visa promover o turismo sustentável na Beira Interior, nomeadamente através dos programas aldeias históricas.
Estarão as entidades responsáveis atentas para se candidatarem, ou estarão distraídas, uma vez que SANTAR está inserida neste contexto.
Ainda por último, um reparo ao Bairro do Paço, ou mais conhecido pelo Bairro da Boiça, com uma degradação completa onde existiu um parque infantil, que tanta falta faz à nossa freguesia, e hoje apenas existe um monte de entulho.
São alguns destes factores que não abonam na fixação de casais jovens na nossa freguesia, uma terra que não dá qualidade de vida aos seus cidadãos, está condenada à desertificação.
Celso Pais Gaudêncio
P.S. – Em meu nome pessoal congratulo-me pela tomada de posição na organização de fundos, pela ACI, pelo incêndio que deflagrou na casa do Tó Maurício.
Os músicos que connosco cooperaram; muito bem-haja pela Vossa participação - Panxica; coordenação e ensaios, voz e guitarra - Pindalho; espaço de ensaios, voz e baixo
as vozes da ACI e João Batista percussão
a ACI ofereceu um livro com os cânticos da Missa
agradecemos a todos que estiveram presentes
O amigo Aurélio e Carlos Rodrigues leram as leituras, agradecimento à D. Rosália por toda a colaboração que teve com a ACI
almoço comemorativo do 18º aniversário
agradecimento ao Sr. Padre Fernando pela atenção que teve com a ACI,
A Santa Casa da Misericórdia de Santar, organizou no passado dia 28 de Março, Domingo de Ramos, um concerto musical.
O evento teve lugar na Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Santar, e veio no seguimento de outras iniciativas realizadas em anos anteriores.
Com o início da Semana Santa, inclinamo-nos para um período de reflexão e recolhimento característico á presente época.
O Grupo Musical convidado, foi da Associação Coral São José da Cunha Baixa tendo iniciado a sua actuação perto das 16:00 horas.
Compareceu na Igreja da Misericórdia, óptimo local acústico, muitas Santarenses para assistir a este concerto, movidos pela ansiedade e curiosidade na perspectiva deste momento musical.
O Grupo, composto por elementos de ambos os sexos, exibiu-se a bom nível, transmitindo a todos os presentes, momentos de alegria, palmas e satisfação.
Este Grupo Coral era acompanhado por um organista, que simultaneamente exercia as funções de director musical e suas jovens ao clarinete.
A sua actuação demorou aproximadamente uma hora e as pessoas presentes não arredaram pé até ao seu terminus.
Iniciativa, mais uma vez louvável, por parte da mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia, pois Santar necessita destes eventos, indispensáveis para um povo que sabe receber e ao mesmo tempo aprecia a arte dos sons.
A fogueira do Natal no Terreiro da Carvalha continua a ser um dos rituais natalíciosmais enraizados em Santar.
Na Carvalha, sítio de eleição para fazer a fogueira, junta-se o máximo possível de toros e de lenha, para que o povo se aqueça e conviva depois da consoada e enquanto espera pela missa do galo (a missa este ano foi antes da consoada, ás sete da noite), Geralmente este ponto de encontro prolonga-se até quase à manhã do dia seguinte, não faltando, comida e bebida e, com certeza, muita conversa e musica dos altifalantes de viaturas estacionadas.
É um encontro e convívio com muitos, em que se transporta para fora do lar e, de uma forma mais alargada, o hábito familiar da reunião à volta da lareira. Possui um significado religioso que antecede ao tempo em que os povos aguardavam o nascimento do Menino Jesus. "Depois que todos se iam apercebendo que Jesus Cristo estava para nascer a qualquer momento, os pastores reuniam-se então, em conjunto, à volta da fogueira, e em vigilância, à espera da revelação do acontecimento". Normalmente são grupos de jovens que na véspera do Natal, vão às matas procurar grandes troncos e toros de árvores. Pode-se sempre contar com a
colaboração do amigo Joaquim Cego e António Peras, outros havia mas já não estão entre nós. Não esquecendo os habituais fogareiros que vão ajeitando a fogueira noite dentro com ajuda de todos. Nos últimos anos tem-se construído grandes fogueiras, de toros de pinheiros, toros de oliveira, eucalipto e tudo que apareça pelo caminho, onde a talvez centenária fogueira chega a queimar umas boas toneladas de lenha. Como habitual juntam-se sempre alguns “cromos”, que é como quem diz, rapaziada boa e por vezes também de terras vizinhas a animar o acto, excedendo-se por vezes no álcool e nos festejos.
A fogueira de Natal é acesa ao cair da noite do dia 24. Geralmente fica restrita aos dias 24 e 25, reacende-se no fim do ano, início do ano novo e reis.
A época natalícia em Santar tem um sabor a tradição, onde a fogueira de Natal se mantém como um ritual que vai juntando ao longo dos tempos o povo na Carvalha.
Votos que esta tradição tenha continuidade para os nossos vindouros e que orgulhe a todos, as memórias do que ainda é a tradição e realidade de ser Santarense.